BEJE. QUANDO DUAS PRIMAS CRIAM UMA MARCA DE 'HOODIES' E T-SHIRTS UNISSEXO

A pandemia da Covid-19 pode ter deixado mais de meio mundo fechado durante largas semanas, mas nem tudo foram más notícias. Susana de Sousa Caetano, 44 anos, mudou por completo vários hábitos de vida, um deles relacionado com roupa que vestia e comprava para os filhos. Estavam lançadas as bases para uma marca de roupa que viria a criar anos mais tarde com a prima, Sílvia Ferreira, 42 anos, a Beje.

Desde o início do ano que as duas se lançaram nesta área de negócio com a venda de  'hoodies' e t-shirts unissexo, feitas com materiais sustentáveis portugueses na zona de Leiria.

"Na pandemia, comecei a perceber que os meus filhos estavam a ter uma atitude mais adulta e responsável com o ambiente, ao reciclar roupa e a comprar em segunda mão. Acabou por impactar em mim uma necessidade de os acompanhar e procurar também mais informação", revela Susana de Sousa Caetano ao Lifestyle ao Minuto, no âmbito da rubrica Feito em Portugal.

"Começámos a olhar mais para as etiquetas e para a composição dos materiais. Comprarmos detergentes ecológicos é um pequeno exemplo, mas faz uma grande diferença para o meio ambiente. Começámos também a pesquisar mais sobre produtos e vestuário ecológico."

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Nesta altura, começou a desenhar ideias de 'hoodies' sempre com a ajuda dos filhos mais velhos. "E pensei, 'porque não?' Falei com a Sílvia, que já tinha experiência da área da moda. Não pensou duas vezes, aceitou o desafio e seguimos juntas nesta aventura.” A prima tirou o curso de estilismo e modelismo na Suíça em 2001 e sempre trabalhou na área.

A marca Beje arrancou este ano e conta apenas com o trabalho das duas familiares. “Faço a parte de gestão da Beje e a Sílvia produz, sendo que já corto tecido que a Sílvia já me deu formação. Nesta fase somos só as duas e portanto ajudamo-nos uma à outra.”

A escolha de modelos unissexo pareceu-lhes óbvia. “É uma tendência e está a crescer. Não há necessidade de distinção do género.” Para a criação de uma peça são precisos três dias. 

"Após criar o modelo, passa-se para o molde, que é desenhado pela Sílvia, e depois corta-se o tecido e produz-se", continua Susana. O filhos mais velhos são um grande apoio, uma vez que dão grandes ideias para as peças que são criadas. 

Foi também deles que veio a inspiração para o nome da marca. "Beje é as iniciais dos meus filhos: Bernardo, Emília, Jota e Edu." Por enquanto, é apenas na página de Instagram que podem ser encomendadas as peças. Em breve será lançado um 'website'.

São várias as cores que têm disponíveis, desde azul, laranja, castanho, verde ou branco. A primeira coleção tinha apenas os 'hoodies'. Agora são também várias as t-shirts que podem ser encomendadas. Os preços variam entre os 19,90 euros e os 59,90 euros.

"O feedback tem sido bastante positivo. As pessoas elogiam os 'hoodies' e o nosso trabalho. Relativamente ao material, parabenizam-nos pela excelente qualidade." Para o futuro, desejam manter a produção o mais artesanal possível.

"Não queremos deixar que as nossas peças sejam produzidas em fábricas industriais e queremos muito deixar o mundo melhor do que o encontrámos."

Percorra a galeria para conhecer algumas das peças da Beje.

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